O Blog da Farmácia Doce Dia

Por Bianca Batiston Corrêa Moribe (Farmacêutica – CRF/SC 4397)
A Nefropatia Diabética é uma das sérias complicações do diabetes, a qual dá-se devido aos altos níveis de glicose no sangue. Os rins têm a função de filtrar através de seus capilares todo o conteúdo do sangue, e quando a glicemia está fora dos limites normais, os rins têm o seu trabalho dobrado para filtrar todo o açúcar e o eliminar através da urina, muitas vezes impedindo a absorção de nutrientes essenciais para o organismo. Então os néfrons, que fazem o processo de filtragem, são prejudicados e não conseguem mais realizar o mesmo. É quando insuficiência renal aparece.
Esta pode ser detectada num paciente diabético através dos exames de microalbuminúria e de proteinúria de 24 horas, que constatam a presença de uma proteína (albumina) na urina, cuja concentração aumenta bastante em caso de lesão renal. A nefropatia diabética é o reflexo de anos de descontrole nas taxas glicêmicas. Então, para se evitar o desenvolvimento desta complicação, mantenha sempre seus níveis glicêmicos monitorados! Controle seu diabetes!

Por Bianca Batiston Corrêa Moribe
Farmacêutica – CRF/SC 4397

O Hiperinsulinismo ou Hiperinsulinemismo é o excesso de produção de insulina pelo pâncreas. A insulina serve para transportar para as nossas células a glicose formada pela quebra dos açúcares e carboidratos contidos nos alimentos. Esta glicose será transformada pelas células em energia para os processos metabólicos necessários para o funcionamento do nosso organismo.
Geralmente ele é causado devido à resistência à insulina, que leva ao aumento de peso. Ela pode ser causada por diversos fatores.
Nas mulheres ela é comumente causada por um problema hormonal chamado Síndrome dos Ovários Policísticos. A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é doença endócrina complexa, que tem como elementos principais hiperandrogenismo e anovulação crônica. Caracteriza-se por irregularidade menstrual ou amenorréia e uma ampla gama de achados decorrentes do hiperandrogenismo: hirsutismo, acne, alopécia e seborréia. Representa uma das desordens endócrinas reprodutivas mais comuns em mulheres, acometendo em torno de 5% a 10% da população feminina em idade fértil.
Aproximadamente 50% a 70% das mulheres apresentam a síndrome dos ovários policísticos (SOP) e muitas delas exibem resistência à insulina (RI). 
A RI justifica a piora do quadro de hiperandrogenismo e, entre os mecanismos envolvidos, destacam-se o estímulo direto da síntese de androgênios pelos ovários e adrenais, a redução das concentrações séricas do hormônio SHBG e um possível efeito direto sobre o hipotálamo-hipófise, decorrente do aumento da secreção do hormônio LH. 
Por isso, os cientistas alertam para a importância do diagnóstico da resistência insulínica, pois esta pode interferir em uma série de mecanismos importantes em nosso organismo.
Quando a pessoa engorda demais, as células criam um tipo de barreira de gordura em volta delas, o que faz com que a insulina ligada à glicose não consiga penetrar nelas, enviando o estímulo para o pâncreas produzir mais e mais insulina, criando-se desta forma um ciclo vicioso (pois, quanto mais açúcar e carboidratos circulando em nosso organismo, maior é a quantidade de glicose para ser passada para célula, aumentando consequentemente o estímulo para o pâncreas produzir mais insulina, aumentando a sua circulação no sangue). A glicose que não penetra na célula é metabolizada pelo fígado e depositada no mesmo em forma de glicogênio. Este, por sua vez, ao ser metabolizado, é armazenado em forma de gordura, aumentando assim o acúmulo desta na região central (cintura).
Pode também ocorrer uma disfunção onde o pâncreas começa a produzir insulina desordenadamente. Ela pode ocorrer devido a uma anormalidade nas células beta, ou até mesmo devido a uma neoplasia no pâncreas (câncer) chamado insulinoma.
Em todos estes casos, com a contínua produção exagerada de insulina, o pâncreas vai se desgastando pelo excesso de estímulo para a produção da mesma, podendo-se, desta forma, lesionar as células beta pancreáticas, assim cessando de uma vez a produção de insulina. Neste caso, o paciente se tornará diabético insulino-dependente, necessitando da aplicação diária de insulina.
Uma boa maneira de se diminuir a resistência à insulina é adotar-se hábitos de vida saudáveis, que incluem uma dieta balanceada e um programa de exercícios físicos regulares, pois estes aumentam a sensibilidade das células ao efeito da insulina, além de realizarem a queima das calorias, diminuírem o peso corpóreo e baixarem as taxas sanguíneas de colesterol e triglicerídeos. Existem medicamentos, como o Cloridrato de Metformina, que melhoram o aproveitamento da insulina produzida pelo pâncreas, sendo bastante eficaz contra a resistência à insulina.
 
Nutren Diabetes agora é Novasource GC Control, o produto mantém a mesma formulação e qualidade, apenas mudando o nome e o rótulo da embalagem.

Novasource GC Control da Nestlé foi formulado para o auxílio do controle glicêmico.
Nutrição completa e especializada para recuperação e/ou manutenção do estado nutricional e de um adequado controle glicêmico.
Benefícios:
- Baixo Índice Glicêmico (31)
- Baixa oferta de carboidratos e alta oferta de MUFAs
- Cientificamente desenvolvida para facilitar o controle da glicemia
- Contém Inulina
Ingredientes:
Amido de tapioca, óleo de girassol de alto teor oléico, proteína do soro de leite, caseinato de potássio obtido do leite, óleo de canola de baixo teor de erúcico, amido de batata, fibra de ervilha, inulina, citrato de sódio, lecitina de soja, fosfato de potássio, cloreto de magnésio, vitaminas (vitamina A, vitamina D, vitamina E, vitamina K, vitamina C, vitamina B1, vitamina B2, niacina, vitamina B6, ácido fólico, ácido pantotênico, vitamina B12, biotina, colina, taurina e carnitina) bitartarato de colina, cloreto de cálcio, carbonato de cálcio, minerais (ferro, cobre, zinco, cromo, molibdênio e iodo), L-carnitina, espessante goma acácia, aromatizante e edulcorante artificial acessulfame de potássio. Não Contém Glúten.
Informações Nutricionais:
Informações Nutricionais
100 g
100 ml
% IDR *
Valor energético Kcal / kJ
447/1.877
100/420
**
Carboidratos g
50
11
**
Proteínas g
17
3,8
34
Gorduras totais g
20
4,4
**
Gorduras saturadas g
1,9
0,4
**
Gorduras trans g
não contém
não contém
**
Fibra alimentar g
6,8, dos quais:
1,5, dos quais:
**
inulina g
2,1
0,5
**
Sódio mg
390
87
**
Potássio mg
565
126
**
Cloreto mg
540
120
**
Cálcio mg
305
68
31
Ferro mg
5,4
1,2
39
Fósforo mg
305
68
44
Magnésio mg
122
27
47
Iodo µg
45
10
35
Cobre µg
626
140
70
Zinco mg
6,3
1,4
90
Manganês mg
1,2
0,27
52
Selênio µg
18
4,0
53
Molibdênio µg
54
12
120
Cromo µg
34
7,5
97
Vitamina A µg RE
539
120
90
Vitamina D µg
3,1
0,70
62
Vitamina E mg a TE
8,3
1,9
83
Vitamina K µg
22
5,0
34
Vitamina C mg
63
14
140
Vitamina B1 mg
0,89
0,20
74
Vitamina B2 mg
1,1
0,24
85
Niacina-PP mg
13
2,8
81
Vitamina B6 mg
1,8
0,40
138
Ácido fólico µg
241
54
100
Ácido pantotênico mg
6,3
1,4
126
Vitamina B12 µg
3,6
0,80
150
Biotina µg
179
40
597
Colina mg
201
45
37
Taurina mg
36
8,0
**
L-Carnitina mg
36
8,0
**
* Ingestão Diária Recomendada (IDR) para adultos
** Valores Díarios de referência não estabelecidos

Ser Farmacêutico

É mais do que possuir formação técnica de alto nível.

É lidar com o ser humano, que precisa de atenção, cuidado e orientação.

É estar disposto a ouvi-lo, e ouvindo-o, nada menosprezar.

É respeitá-lo em suas queixas, clarear suas incertezas e perceber suas

angústias.

É colocar, na fórmula que prepara e no trabalho que realiza, o saber aprendido

ou descoberto na experiência de cada dia.

É estar a serviço da arte de curar os males do corpo.

Se, além disso, usar sua percepção, sensibilidade e discernimento, terá

sabedoria para aliviar até as dores da alma!

 

PARABÉNS A TODOS OS FARMACÊUTICOS, PROFISSIONAIS DE EXTREMA
IMPORTÂNCIA PARA A SAÚDE DE UMA NAÇÃO!
Esta é a mais sincera homenagem da Farmácia Doce Dia a todos estes
queridos profissionais!

Por Bianca Batiston Corrêa Moribe (Farmacêutica – CRF/SC 4397)
A cetoacidose é um tipo de acidose metabólica que é causada por altas concentrações de cetoácidos, formados pela desaminação dos aminoácidos. Ela é mais comum na diabetes mellitus tipo 1 não tratada, quando se entra em uma espécie de “jejum metabólico”, devido ao excesso de glicose circulante na corrente sanguínea, e à falta de insulina para colocar esta glicose dentro das células para gerar a energia necessária para o processo de respiração celular, o que desencadeia a quebra da gordura e das proteínas pelo fígado em resposta a uma necessidade percebida de um substrato para que a respiração celular ocorra. Esta quebra das gorduras produz alguns derivados metabólicos, que são os chamados cetoácidos. A cetoacidose também pode ocorrer em pessoas que passam por muita fome, por mais de três dias, já que o organismo é forçado a utilizar a gordura como fonte de energia para se manter, devido à falta de uma nutrição externa.
A cetoacidose não deve ser confundida com a cetose, que é um dos processos normais do corpo para o metabolismo da gordura corporal. Na cetoacidose o acúmulo de cetoácidos é tão severo que o pH do sangue é substancialmente reduzido, tornando-se ácido.
É uma decorrência de uma deficiência insulínica grave e de um estado de resistência à insulina, e tem como critérios clínicos:
  • Glicemia maior que 300 mg/dl
  • Cetonemia (aparecimento de corpos cetônicos na corrente sanguínea)
  • Acidose metabólica = pH < 7,3 e BIC < 15 mEq/l.
Fatores Precipitantes:
Crianças
  • Primodescompensação diabética (descompensação da glicemia no momento da descoberta do diabetes);
  • Stress;
  • Infecção;
  • Erro de dose de insulina.
Adolescentes
Quadro clínico
  • Desidratação, que pode ser em todos os níveis;
  • Diurese normal ou aumentada;
  • Náuseas e vômitos;
  • Hálito cetônico;
  • Dor abdominal;
  • Respiração acidótica;
  • Letargia.
Tratamento
  • Deve-se iniciar pelo tratamento da desidratação;
  • Manutenção da hidratação com reposição contínua das perdas hídricas;
  • Correção dos déficits de eletrólitos;
  • Correção da Hiperglicemia
    • iniciada após a primeira hidratação, inicialmente endovenosa, após glicemia < 300 mg/dl, insulina regular subcutânea, e quando o quadro estiver estabilizado, insulina NPH subcutânea.
Complicações que podem ocorrer no caso de uma cetoacidose metabólica:
  • Hiperglicemia;
  • Hipoglicemia (devido à correção com insulina);
  • Hipocalemia;
  • Arritmias cardíacas;
  • Edema cerebral, associado a altos índices de mortalidade, geralmente de 4 a 12 horas após o ínicio do tratamento. Tem como fatores de risco:
    • Nível de consciência alterado;
    • Mais de 48 horas de duração;
    • pH<7;
    • glicemia > 1000;
    • sódio corrigido > 155;
    • hiperosmolaridade > 375mOsm/Kg ***( Osmolaridade sérica= 2 x ( sódio + potássio) + glicose /18 + ureia/6
    • idade menor que 3 anos.
O tratamento desta geralmente se dá com manitol e intubação.
Por isto é extremamente importante o controle rigoroso da glicemia pelo diabético e a manutenção da taxa de Hemoglobina Glicosilada (=média das glicemias sanguíneas dos últimos 3 meses) sempre ≤7,00, para que não hajam complicações, e para que se possa ter uma vida normal, com mais qualidade, sem a incidência de nenhuma intercorrência. Uma forma de se manter a glicemia sempre em dia é se adotar uma alimentação saudável, com alimentos integrais, frutas e  verduras (sem a ingestão de sacarose (açúcar), sempre cuidando-se  para que os intervalos entre uma refeição e outra não ultrapassem 3 horas), a prática regular de exercícios físicos e o controle regular da glicemia nas principais refeições, fazendo-se as devidas correções quando necessário.
Fontes: – Wikipédia
           – www.portaldiabetes.com.br

 
Por Bianca Batiston Corrêa Moribe
Farmacêutica – CRF/SC 4397


Informamos que o suplemento alimentar para diabéticos Glucerna SR em pó 400g, nos sabores baunilha e limão, cujo fabricante é a Abbott Nutrition UK, sendo distribuído pela Abbott Laboratórios do Brasil, teve sua comercialização cancelada em todo o território nacional, desta forma não sendo mais possível o seu fornecimento às pessoas que faziam uso do mesmo. Assim, recomendamos a todos que peçam aos seus médicos a indicação de um outro suplemento nutricional que possa substituí-lo.

Comunicamos, também, que a insulina Apidra (glulisina), fabricada pelo laboratório Sanofi-Aventis, nas apresentações refil 3mL e caneta solostar 3mL, ficarão em falta em todo o território nacional até o mês de março deste ano. Desta forma, aos diabéticos que fazem uso, dispomos da mesma em nossos estoques apenas na apresentação frasco 10mL.
Por Bianca Batiston Corrêa Moribe
Farmacêutica – CRF/SC 4397

A realização de atividade física é muito importante para o diabético. Já foi demonstrado em muitos estudos que a realização de exercícios reduz os níveis de glicose e melhora a ação da insulina. Essas ações reduzem a necessidade de medicamentos orais e também baixam a dose de insulina a ser aplicada. Além disso, o exercício queima calorias, o que ajuda muito no controle de peso, pois acelera o metabolismo, melhorando o humor e aumentando a disposição.

Os exercícios físicos são uma ótima maneira de se prevenir doenças cardiovasculares, pois eles ajudam a controlar a hipertensão arterial e o colesterol. Sabe-se que os exercícios físicos são muito benéficos em pacientes com diabetes do tipo 2, mas existem poucas informações sobre o beneficio do exercício físico em pacientes com diabetes do tipo 1. Mas os estudos já realizados sugerem que as pessoas com diabetes tipo 1 que se exercitam regularmente, tendem a ter menos complicações vasculares, neuropatias ou nefropatias.
É aconselhável que os diabéticos realizem uma avaliação médica completa antes de iniciar alguma prática de atividade física.
Os diabéticos que já desenvolveram a neuropatia devem ter alguns cuidados ao realizar algum  exercício. Eles podem experimentar problemas durante as mudanças na intensidade do exercício. Assim, os diabéticos são aconselhados a mudar a intensidade do exercício de forma gradativa. Deve-se realizar constantemente a avaliação dos pés quanto a feridas, pois elas podem se complicar em pacientes com diabetes.
As doses de insulina devem ser reajustadas. Isso porque o exercício físico aumenta a sensibilidade das células à insulina e acelera o metabolismo, assim a pessoa precisará de uma menor quantidade de insulina para se obter os mesmos efeitos. Normalmente esta redução varia cerca de 30 a 50% nas doses subcutâneas de insulina, o que depende do tipo de exercício a ser praticado.
Por isso, antes de realizar exercícios físicos, os diabéticos devem seguir algumas orientações:
· Escolha de um tipo de exercício que não entre em conflito com as complicações do diabetes (ex. exercício de braço ou natação para pacientes com ulcerações freqüentes no pé).
· Medir a glicose sanguínea antes, durante e depois da atividade física é de extrema importância para se evitar as hipoglicemias indesejadas.
· Ingerir carboidrato extra quando for realizar um exercício não planejado (de 20 a 30 mg para cada 30 minutos de exercícios).
· Ter sempre a mão, durante o exercício, carboidratos facilmente absorvíveis (sachets de glicose instantânea são muito indicados, pois são rapidamente absorvíveis pela mucosa bucal)
· Ter sempre um plano de exercício.
· Realizar o aquecimento adequado.
· Nunca terminar o exercício de forma abrupta.
· Deve-se realizar sempre uma hidratação adequada, principalmente no verão, pois perde-se muito líquido pelo suor, e com ele, muitos eletrólitos.
· Se possível, realize os exercícios com um companheiro informado de sua situação.
· Usar um tênis adequado, macio e confortável, que não produza nenhum tipo de atrito e que absorva os impactos.
· Inspecionar sempre o tênis quanto à presença de corpos estranhos antes de calçá-lo.
Todos os esportes são recomendáveis para as pessoas com diabetes, com exceção dos que tenham complicações como a retinopatia, nefropatia, neuropatia ou com problemas de equilíbrio. Os exercícios mais aconselhados são os esportes aeróbicos com intensidade moderada, como a natação, o ciclismo a caminhada e alguns esportes de equipe.
Alguns esportes como alpinismo, mergulho, ou surf, não são proibidos, mas são menos recomendados, pois possuem maiores riscos no caso de hipoglicemia, perda de equilíbrio, traumatismo dos pés ou retinopatia.
As atividades anaeróbicas de grande intensidade e curta duração, como uma corrida de curta distância, onde o desgaste físico é muito grande, não são recomendadas, pois não levam à perda de peso, não melhoram o condicionamento físico e nem controlam os níveis de glicose do sangue. E por isso devem ser evitadas no caso de diabetes.
O ideal é que a atividade seja realizada regularmente, três vezes por semana ou mais, com uma duração de pelo menos 45 minutos.

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